Richard Bona é um baixista Africano, nascido em
Minta, Camarões, em 28 de outubro de 1967.
Era desde pequeno um musico prodígio. Houvesse nascido em Salzburgo seria um novo
Mozart talvez. Mas ele nasceu na África, e em vez de um piano, com quatro anos ele ganhou um
“balafon” de sua mãe e avô. Este instrumento é uma espécie de
xilofone feito com cabaças, rústico, mas em mãos habilidosas produz um som incrível.O pequeno
Bona chegava a tocar doze horas por dia e com cinco anos de idade virou uma lenda em sua pequena localidade. Sua fama se espalhou e muitas pessoas vinham de longe ouvi-lo tocar na igreja do povoado. Com 11 anos foi com seu pai a cidade portuária de
Douala. Fabricava instrumentos com o que tinha a mão, latas velhas, aros de bicicleta. Construía assim suas flautas e violas.Logo estaria tocando violão em uma banda de
Douala. Algum tempo depois o dono de um clube Frances de Jazz pediu que tocassem em seu estabelecimento.
Bona teve acesso então a uma grande coleção de discos de
Jazz.Ficou fortemente impressionado com um disco em especial chamado
"Jaco Pastorius", que abria com o tema
"Donna Lee" de
Charlie Parker.Tocavam nele grandes figuras do
Jazz contemporâneo,
Herbie Hancock, Lenny White, David Sanborn, Narada Michael Walden, Michael Brecker, Wayne Shorter,
Don Alias e muitos outros.Mas o que realmente chamou a atenção de
Bona foi o baixo de
Jaco Pastorius.Decidiu que esse seria seu instrumento dali em diante.
Em 1985 morre seu pai e
Bona decide ir morar em Paris. Em pouco tempo se daria a conhecer como jovem baixista virtuoso, tocando em clubes de jazz com grandes músicos da cena musical de Paris da época, como
Salif Keita, Didier Lockwood e
Marc Ducret .Começa a estudar e forma sua própria banda chamada
Point Cardinale. Enquanto tocava em um desses clubes foi ouvido por
Joe Zawinul , líder da mítica
Weather Report, onde tocara seu ídolo
Jaco Pastorius. Zawinul ficou impressionado vendo-lhe tocar e logo o convidaria para gravar o emblemático álbum
“ My people”. Um incrível trabalho no qual participariam uma lista enorme de músicos convidados como
Salif Keita, Alex Acuna, Trilok Gurtu,
Paco Sery, Manolo Badrena e
Thania Sanchez , por citar alguns.
Estava com o passaporte carimbado e em 1995 muda-se para Nova Iorque, onde foi recebido para tocar com as grandes “feras” do mundo do jazz,
Chick Corea, Mike Stern, Branford Marsalis, Larry Coryell e Steve Gadd .O
Newsweek escreveria :
“Imaginem um artista com a virtuosidade de Jaco Pastorious, a fluidez vocal de George Benson, o senso de música e harmonia de João Gilberto, tudo misturado com a cultura africana. Senhoras e senhores, nós apresentamo-lhes a Richard Bona”.Em 2005 Bona lançaria seu quarto álbum,
“Tiki”, que contaria com a participação dos brasileiros
Djavan e
Toninho Horta, além de
John Legend, Mike Stern, Vinnie Colaiuta, Susheela Raman.